domingo, 15 de janeiro de 2012

O que vou fazer com as minhas amadas amigas de 50 anos que insistem em querer voltar a los 17, com plásticas absurdas e agressivas, que as desfiguram completamente... Outro dia uma delas, no meio de uma conversa, levantou a minha pálpebra para fazer um experimento... Tentei explicar a ela que prefiro investir esta fortuna (no meu caso, para volver a los 17, seriam necessárias vááááárias plásticas!...!!!) numa viagem maravilhosa, vislumbrei o olhar de medusa, daqueles que nos fulminam com as flechas da balela autoajudativa e gritam: auto-estima baixa! Difícil explicar para algumas mulheres do prazer e do alívio de renunciar à perversidade da eterna juventude. Quero ficar bem velha, bem sábia, longe das armadilhas que nos prometem o impossível. A vida que me cabe ainda é a minha melhor medida.

1 comentários:

Ana Luiza Martins disse...

Seu texto lembra Adélia Prado:

"Hoje estou velha como quero ficar.

Sem nenhuma estridência.

Dei os desejos todos por memória

e rasa xícara de chá."
Estou com trinta, mas há anos ambiciono esse sentimento... serei uma senhora viajante e com pálpebras naturalmente descansadas pela gravidade.
Um abraço.