sábado, 17 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
"...Vi minha vida se desenrolar diante de mim como uma figueira de um conto que havia lido. Da ponta de cada ramo, um gordo figo roxo acenava e me seduzia com um futuro maravilhoso. Um figo significava um marido e um lar feliz com filhos, outro era uma poetisa famosa, outro uma professora, outro era Esther Greenwood, a surpreendente editora, outro era a Europa, a África e a América do Sul, outro ...Constantin e Sócrates e Átila, um bando de amantes com nomes esquisitos e profissões originais, outro ainda era uma campeã olímpica, e acima de todos esses figos havia muitos outros que eu não conseguia entender. Vi-me sentada sob essa figueira, morrendo de fome, só porque não conseguia decidir qual figo escolheria. Queria-os todos, e escolher um siginificava perder o resto. Incapaz de me decidir, os figos começavam a murchar e apodrecer, e um a um caiam no chão a meus pés..."
Sylvia Plath
A Redoma de Vidro
“O que tem de ser, tem muita força”. Ninguém precisa se assustar com a distância...os afastamentos que acontecem. Tudo volta! E voltam mais bonitas, mais maduras, voltam quando tem de voltar, voltam quando é pra ser. Acontece que entre o ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou, muita gente se perde...” (Caio F. Abreu)
Manual de sobrevivência - Willian Shakespeare
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e nem promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto...
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e nem promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto...
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Maldição. Por Lélia Almeida.
Quando eu nasci as musas, debruçadas sobre o meu berço disseram: "Nossa, como ela é feinha! Pra compensar, você vai ser muito inteligente", disse a primeira, "e clarividente", disparou a segunda, e a terceira, que estava de tmp, lançou a maldição que me persegue vida afora: "e cada vez que você se apaixonar vai emburrecer e perder todos os seus dons!"
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Do verdadeiro território do amor, por Lélia Almeida.
Fim de tarde. Todas de banho tomado e camisola na cama da Vó Pepa. Ela diz, eu e as minha guriazinhas. Contamos para a Sofia do dia em que ela nasceu, olhamos álbuns de fotos, estamos frescas, cabelos molhados, cada uma conta um pedaço da história, lembra de um detalhe, da roupinha amarela, da correria na hora do nascimento, e da nossa alegria que dura cinco anos já. A cama da Vó Pepa é como um navio suspenso no espaço. Estamos guardadas no tempo da memória. A tarde cai, o barco avança noite adentro. Quem conduz a nave, confiante e sorridente, é uma menina-capitã que sabe que aquele espaço suspenso é o verdadeiro território do amor.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Hombre pequeñito, um poema da Alfonsina Storni.
Hombre Pequeñito, de Alfonsina Storni.
Hombre pequeñito, hombre pequeñito,
suelta a tu canario que quiere volar.
Yo soy tu canario, hombre pequeñito,
...déjame saltar.
Estuve en tu jaula, hombre pequeñito,
hombre pequeñito que jaula me das.
Digo pequeñito porque no me entiendes
ni me entenderás.
Tampoco te entiendo, pero mientras tanto
ábreme la jaula, que quiero escapar;
hombre pequeñito, te amé media hora,
no me pidas más.
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